16 novembro, 2017

Catequista é brega?


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Uma vez escrevi um texto sobre "catequista, professora ou tia?"  E recebi comentários de catequistas que não viam problemas em serem chamadas de tias.  Apareceu tanta polêmica que preferi tirar o post do ar. Será que estamos com conflito de identidade? Parece não haver um consenso entre nós. Fico pensando: Uma freira é chamada de freira; Um padre é chamado de padre; Um médico é chamado de médico (ou doutor). E nós catequistas? Por que tanta polêmica para escolhermos um nome que nos identifica? Como os pais nos veem? Eles nos veem como "a(o) tia da Igreja" ou a(o) catequista?" Vocês chamam seus catequizandos de alunos? O nome não importa mesmo? Tanto faz como nos chamam em casa, no trabalho, na faculdade? E por que não nos importamos em como somos chamados na Igreja?  Esses dias, na turma de crisma, o catequizando me chamou de professora.  Foi corrigido pelos crismandos, mas  retrucou: " falar 'catequista' é brega". 

O mais importante é o catequista compreender que ser chamado de tia ou professora é o reflexo de uma catequese que, por décadas, foi uma catequese-aula. E não vamos mudar esse hábito da noite pro dia. A catequese primeiro precisa mudar.   "A tia da catequese" pode nos indicar que a comunidade precisa mudar a forma como veem os catequistas. (Sei também que a "tia da catequese" se originou da "tia da escola".)  Mas quero deixar claro que quando inicio esta discussão é para que percebam uma outra questão central: não fazer da catequese uma  aula, mas um encontro. 

Muitos pais não compreendem o que é a catequese e para que serve. Inscrevem seus filhos por tradição para que eles possam receber os sacramentos. Já recebi cobrança de pais porque os filhos não anotavam nada no caderno.  Só que na Igreja acontece um "Encontro de Catequese", não uma aula. Catequese não é um estudo de Jesus. É um encontro com o Salvador. Queremos que os pais rezem com os filhos, vão para a missa com eles. Essa é a atividade de casa.  Nos encontros com os pais, podemos esclarecer os objetivos da catequese, como planejamos os encontros, qual é o nosso papel neste processo de catequização, qual é o papel dos pais... Falta diálogo e aproximação com os pais e com a comunidade.

Viemos de uma tradição de catequese-aula, quadro negro, giz, livro, caderno, prova, chamada, ditado de oração, ou seja, metodologia escolar.  Ás vezes o catequista pode concordar que catequese não é aula, mas será que abandonou todas essas práticas antigas ou continua repetindo a metodologia escolar nos encontros? Estamos em processo de mudança e caminhando para um novo jeito de se fazer catequese.  Precisamos nos colocar a caminho como os discípulos de Emaús. Ouvir o que a Igreja nos propõe como metodologia e itinerário.  Vamos mudar para
I N I C I A Ç Ã O   À   V I D A   C R I S T Ã : bíblia, oração, liturgia, sacramentos, fé, discipulado, caridade, mistagogia!
Vamos juntos?

Cris Menezes
Catequista

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