24 novembro, 2016

Critérios para ser catequista



Existem critérios para escolha de catequista? Qualquer pessoa pode ser catequista? Como é a escolha de catequistas na sua paróquia? Nós podemos chamar catequistas na missa? Qual a idade mínima para ser catequista? Já pensaram sobre isso?

Então, descobri que temos um documento aqui da Arquidiocese de Brasília chamado "Diretrizes gerais para a catequese" (2002). Na página 11, diz assim: (estão atentos aí?)


"Em virtude da importância do catequista na vida da Igreja, é fundamental que se definam critérios para a sua escolha. Sendo assim e, respondendo aos anseios de nossos padres e catequistas, a Arquidiocese de de Brasília estabelece os seguintes critérios:
-Ser convidado e entrevistado pelo Pároco para que o futuro catequista saiba que não estará sozinho e que sua missão está interliga à missão do pastor.
-Ter recebido os sacramentos de iniciação cristã: batismo, eucaristia e crisma.
-Ter no mínimo 16 (dezesseis) anos de idade. Os responsáveis pela escolha dos novos catequistas devem usar o bom senso, pois, se querem uma comunidade madura, esforcem-se para chamar pessoas maduras na fé.
-Ter vida sacramental e litúrgica testemunhando, assim, a sua participação na comunidade.
-Colocar a catequese como prioridade, pois assim, não deixará de participar das reuniões, dos eventos e dos retiros.
-Comprometer-se em aprimorar a sua formação na Escola Arquidiocesana de Catequese- EAC.
-Se constituiu família, que tenha recebido o sacramento do matrimônio.
-Ter disponibilidade de tempo para participar das atividades da catequese, fazendo uma programação que priorize: a formação, a preparação dos encontros catequéticos, a participação em reuniões e em celebrações litúrgicas.
-Cultivar o espírito de obediência e respeito às diretrizes referentes à catequese, tanto em nível da Igreja Universal, quanto em nível da Igreja Particular.


Acho mesmo que não se deveria chamar catequistas na missa. Porque se colocamos aviso na missa, teremos que acolher todos os que aparecerem. Não daria certo fazer uma entrevista para saber se a pessoa tem perfil ou se está apto para ser catequista. Isso não se mede numa entrevista. Por isso que é mais sensato o padre convidar. Ele vai convidar depois de observar se a pessoa se encaixa nos critérios que a arquidiocese estipulou.

Queria também comentar sobre a idade. É difícil analisar se alguém é maduro pela idade. Tem pessoas muito jovens que são muito maduras na fé, e pessoas adultas que não são. Por isso que é preciso cuidado.

Tem alguns critérios que deveriam ser lidos e os catequistas deviam assinar que concordavam. Tipo um contrato. (risos) Como por exemplo, ter disponibilidade de tempo para participar das atividades da catequese. Parece óbvio, mas acredite, tem catequista que nem para o encontro de catequese vai. Gosto desse também: comprometer-se em aprimorar sua formação. Me ajude a criar um contrato de responsabilidade na catequese? (Não estou brincando não!!! haha)


Cris Menezes
Catequista-Brasília-DF


23 novembro, 2016

Rascunho de uma catequese com os pais



Quantas vezes nós, catequistas, chamamos os pais de nossos catequizandos para conversar e explicar para eles o que é a catequese, pra que serve, quais são os objetivos e qual a devida parte deles neste processo?

Os pais muitas vezes nem são evangelizados, não fizeram catequese, eles mesmos não concluíram a iniciação à vida crista. São batizados mas não crismados. Eles ainda podem ter feito uma catequese que não os despertou para o discipulado. Levam os filhos para a catequese por uma tradição, mas falta a eles comprometimento com a vida cristã, vivência dos sacramentos.

Esses dias, na reunião com as etapas, uma catequista falou que ao perguntar para os pais o que era catequese, uma mãe respondeu: "A catequese é a escola de Deus." Nós rimos. Achamos engraçado. Mas de onde ela tirou esta resposta? Será que não foi observando a catequese? Você não concorda  que  ainda hoje existem resquícios desta catequese escolar, puramente doutrinária, rígida?

O que proponho é que nos aproximamos dos pais, que conquistamos a família do catequizando. Que façamos encontros familiares, que a catequese envolva toda a família. Geralmente chamamos os pais para uma reunião de pais e depois achamos um absurdo eles associarem catequese com escola. Escola é que faz reunião de pais. 

Que tal os convidarmos para um encontro de catequese com as famílias?

Já tivemos a experiência de fazer esses encontros e foi muito bom. Mas hoje estamos conscientes que não damos conta de fazer isso sozinhos, precisamos de ajuda. Podemos conhecer as realidades dessas famílias e encaminhar para a pastoral familiar.   Você acha muita responsabilidade para assumirmos? Além de cuidar dos catequizandos, vamos cuidar da família toda!!! E ao cuidar da família, estaremos cuidando do catequizando. Concorda?

A ideia não é catequizar os pais, mas envolvê-los mais na Igreja. Chamá-los para caminhar juntos com o filho na catequese e caminhar com a gente.

E como poderia ser esses encontros e essa aproximação com os pais?

Podemos definir quatro encontros com os pais durante o ano. Iríamos planejar um tema, uma leitura bíblica. E, ao final, trataríamos dos assuntos mais "técnicos" da catequese: as datas das celebrações, compromissos, camisetas, avisos em geral. Então, podemos esquematizar nossos encontros assim:

1. Leitura Orante da Bíblia- Escolher um Evangelho e fazer os passos da leitura orante. Deixar que os pais participem, falem, se expressem, partilhem suas vidas e suas histórias.

2. Dinâmicas para promover a integração entre os pais, descontrair, fazer com que eles se sintam parte da Igreja. Mas cuidado com dinâmicas! Escolha uma que tenha a ver com o Evangelho e com o tema do encontro.

3. Momentos de oração e espiritualidade
Muitos pais estão tão distantes da Igreja que não rezam. Vamos rezar com eles e ensiná-los a rezar com os filhos.

4. Envolver os pais nos projetos e atividades da catequese. Quando for organizar um encontro convidar os pais para ajudar. Mas para que este convite seja bem aceito, é preciso conhecermos os pais, ganharmos a confiança deles e o apoio.

5. Numa reunião de planejamento que tivemos, uma catequista sugeriu que tivessem atividades para serem feitas envolvendo os pais e os filhos: a mãe e o filho fizessem juntos alguma lembrancinha, por exemplo. A intenção é promover encontros dos pais e filhos dentro da Igreja.

6. Avisos/orientações/explicações sobre o funcionamento da catequese será no final do encontro.


Vamos tentar?

Cris Menezes
Catequista
Brasília-DF

12 novembro, 2016

Diário de catequese: Sacramento da Reconciliação - João 8


Uma das cenas mais linda dos evangelhos é o encontro de Jesus com a mulher adúltera.





Ambientação










Podemos usar a passagem Bíblica Jo 8 para falarmos sobre o Sacramento da Reconciliação. No Evangelho do encontro de Jesus com a mulher adúltera está a pedagogia da reconciliação.  Quando pecamos, nos afastamos de Deus e caímos. A mulher adúltera não tem nome. Na imagem a mulher adúltera, caída aos pés de Jesus, estamos todos nós, pecadores assustados, frágeis, confusos e arrependidos.  O pecado é uma ferida, um machucado. Lembro do Papa Francisco dizendo que o confessionário não é uma lavanderia onde levamos nosso pecado para ser lavado. O pecado é um machucado na alma e precisa de remédios, curativos e cuidado. O remédio é o próprio Jesus, o remédio é o sacramento da confissão. A confissão nos reconcilia com o outro, com Deus e com a gente mesmo.

Jesus olhou para aquela mulher prestes a ser apedrejada. Junto com o padre Fábio eu também quero saber  o que será que aquela mulher  viu nos olhos de Jesus que a fez acreditar que ainda tinha jeito,  tinha esperança, tinha valor. Acho que já sei o que foi. O olhar de Jesus é um olhar de devolução, nos devolve para nós mesmos. Jesus nos olha com compaixão. Jesus olhou para aquela mulher com compaixão. Não a acusou. Não disse que não tinha pecado. Apenas a acolheu e mostrou muito amor ao perdoá-la. Mas disse: "Vai e não tornes a pecar." Este deve ser nosso propósito de cristãos convertidos no confessionário: fazer o propósito de não pecar mais. Não tiremos os olhos de Jesus. Como a pecadora caída, procuremos, no olhar de Jesus, força para nos reerguer após cada queda. 
Podemos nos colocar no lugar dos fariseus que julgaram e condenaram a mulher. Em quais situações nós mesmos jogamos "pedras" de julgamento nos outros? Também já tivemos no lugar da mulher adúltera, caídos no chão? E quantas vezes já tivemos oportunidade de estar no lugar de Jesus, de ser conciliadores, de olhar com compaixão, de perdoar. de acolher, de estender a mão?

Em matéria de relacionamentos, seremos magoados e teremos que perdoar, outras vezes seremos nós que precisaremos pedir perdão. Clamamos o perdão de Deus, mas precisamos também aprender a perdoar. Para nos curar do mal que o pecado nos causa, Deus nos deixou o sacramento da reconciliação. É o próprio Jesus que nos perdoa.



A catequese de hoje sobre o Sacramento do Reconciliação ainda ressoa em mim, como ressoa o amor que Jesus nos provoca pelo outro, pelo outro que como eu também é pecador. Pecadores apaixonados por Jesus. Pecadores reconciliados com o amor.

Cris Menezes



Músicas



Humano Demais – por Everton Maliska 

Eu fico tentando compreender
O que nos Teus olhos pôde ver
Aquela mulher na multidão
Que já condenada acreditou
Que ainda havia o que fazer
Que ainda restara algum valor
E ao se prender em Teu olhar
Por certo haveria de vencer
E assim fizeste a vida
Retornar aos olhos dela 
E quem antes condenava
Se percebe pecador
Teu amor desconcertante
Força que conserta o mundo
Eu confesso não saber compreender

Sou humano demais pra compreender
Humano demais pra entender
Este jeito que escolheste de amar, quem não merece
Sou humano demais pra compreender
Humano demais pra entender, que aqueles que escolheste
E tomaste pela mão geralmente eu não os quero do meu lado

Eu fico surpreso ao ver-te assim
Trocando os santos por Zaqueu
E tantos doutores por Simão
Alguns sacerdotes por Mateus
E, mesmo na cruz, em meio à dor
Um gesto revela quem Tu és
Te tornas amigo do ladrão
Só pra lhe roubar o coração
E assim foste o contrário,
O avesso do avesso
E por mais que eu me esforce
Não sei bem se Te conheço
Tu enxergas o profundo
Eu insisto em ver a margem
Quando vês o coração
Eu vejo a imagem

Sou humano demais pra compreender
Humano demais pra entender
Este jeito que escolheste de amar, quem não merece
Sou humano demais pra compreender
Humano demais pra entender, que aqueles que escolheste
E tomaste pela mão geralmente eu não os quero do meu lado


Kyrie Eleison






Textos e Atividades

Fizemos a leitura orante de Jo 8.

Leitura Orante para a catequese de Crisma





Texto e atividade para Primeira Eucaristia













Cris Menezes
Catequista-Brasília DF


08 novembro, 2016

O passo "agir" do método-ver-julgar-agir

O papa Francisco nos pede uma Igreja em saída. Então levei a sério isso e resolvi colocar a catequese em êxodo.


Sou catequista há mais de 13 anos. Fico pensando o quanto já falei de amor neste tempo todo! 13 anos é uma vida, uma vida falando do amor de Deus. Mas vou confessar que a maior catequese que fiz foi fora da sala. Organizei uma visita, com meus catequizandos adultos, a uma família carente assistida pelos vicentinos. Levamos alimentos e a palavra de Deus.  Este foi nosso primeiro gesto concreto.

Depois de algumas semanas, ficamos tristes com a notícia que a mãe daquela família, que estava grávida, perdeu o bebê. Recebemos um recado deles nos chamando para visitá-los.  Então, começamos a nos organizar para levar alimentos. O que me surpreendeu muito foi a atitude dos catequizandos. Eu marquei a visita para o dia seguinte. Teríamos um dia para ajuntamos os alimentos. Uma catequizanda alertou que teríamos que ir logo,  porque quem está com fome não pode esperar. Depois me ligaram à noite perguntando se podiam ir naquela hora porque já tinham montado uma cesta básica. E foram. Fico imaginando: numa noite fria, sem esperança, alguém aparece com alimentos. Este gesto dos meus catequizandos me fez refletir muito. Recebi uma catequese deles. Eles arrumaram os alimentos e não podiam esperar, era urgente pois não sabiam se aquela família tinha o que comer. Esta preocupação com o outro é a pratica do amor que tanto falamos na catequese. 

Vamos pensar: quanto partilhamos com os outros? Quanto desperdiçamos? O quanto indiferentes estamos em relação às situações dos nossos irmãos em Cristo? Vamos quebrar esta indiferença que carregamos e praticar mais a caridade e o amor ao próximo? Convido você a repensar o "agir" da sua catequese e propor para seus catequizandos gestos concretos de amor. Quando falar sobre o sacramento da unção dos enfermos, que tal pedir para cada catequizando trazer uma fruta no próximo encontro e levarem para alguém doente na comunidade?

Para finalizar, olha o que diz a Ir. Mary, no livro do catequista: 

"Agir= transformar a realidade. A finalidade deste parte é fazer com que catequista e catequizando coloquem em prática o que refletiram no encontro. A prática está ligada à palavra de Deus que sempre questiona e tem como objetivo a mudança de vida das pessoas e da realidade. As atividades não podem se restringir simplesmente a atividades lúdicas ou pedagógicas (que também são interessantes), mas deverão ser evangélicos transformadores, em vistas da construção de uma sociedade justa e solidária. Poderão ser individuais ou do grupo e envolver as famílias e a comunidade. (...) A ação catequética é o grande momento de formação, como efetiva transformação da realidade. O catequista aprende com os catequistas mais experientes do grupo: a descobrir a ligação da doutrina com a visão cristã; a preparar encontros de catequese com criatividade e ação inspiradas no Evangelho; a entender os catequizandos e saber conviver com eles." 

Deus cuida de nós.
Cris Menezes
Catequista-Brasília-DF

03 novembro, 2016

Como resgatar a realidade (ver) num encontro de catequese? Tema: João Batista





Geralmente quem segue o método ver-julgar-agir para planejar o encontro de catequese tem mais dificuldade para desenvolver o passo "ver". Vejo muitos planejamentos de livros e sites que não conseguem resgatar o "ver".  Os autores desses planejamentos acabam olhando para o próprio tema ao invés de olhar para fora, para a realidade. No "ver "podemos trazer a realidade social, política, ideológica, religiosa  que têm a ver com o tema a ser desenvolvido. O Livro do Catequista, apesar de explicar bem como fazer isso, na prática nem sempre consegue promover este resgate.

"Motivação (ver): De acordo com o tema do encontro, é muito importante despertar e provocar um olhar para a vida pessoal, comunitária e social, buscando ouvir cada um(a), questionando, provocando. Ouvir, conhecer o que pensam para depois dar seguimento ao diálogo, como Jesus fez: provocar a conversa, deixar o coração transbordar, ganhar a confiança e mostrar o respeito que se tem para com cada pessoa. Tudo isso é incentivo que faz despertar o desejo de aprofundar mais o tema. (...) É olhar para a realidade nas suas dimensões social, econômica, política, cultural, religiosa etc. É um aproximar-se da vida e das pessoas e perguntar-lhes sobre o que estão vendo pelo caminho (cf Lc 24). É questionar, provocar um olhar crítico." (Ir. Mary Donzellini, em "Livro do catequista)

Vou colocar aqui três exemplos de "ver" (Tema: João Batista) para entendermos melhor como podemos planejar este passo.

Ver 1  ("Livro do Catequista", Ir. Mary Donzellini)

"Ver o que os catequizandos entendem pela palavra preparação. Dar alguns exemplos quando desejamos fazer uma grande festa precisamos pensar muito nela e ver como devemos prepará-la para que saia tudo bem e bonito. Todas as coisas importantes da nossa vida foram preparadas. Quando se prepara alguma coisa com cuidado e carinho, a sua realização nos traz muita alegria, Pedir aos catequizandos que deem exemplos de realizações, festas, acontecimentos, provas escolares, concursos que precisaram de boa preparação. Fazer os catequizandos descobrirem a diferença de coisas preparadas com cuidado e coisas "não preparadas". Quais são os resultados de tudo aquilo que é bem preparado?"


Ver 2- ( Encontrado em vários blogs) 

  "  - Pergunte para os catequizandos: Qual foi a melhor notícia que você já recebeu? Depois que todos partilharem, o catequista fala: “Há uma notícia melhor que todas que vocês contaram. Vamos conhecer agora a história de um homem que foi chamado por Deus para dar uma boa notícia às pessoas. Vamos descobrir quem é esse homem e qual é essa notícia?

- Leve para o encontro, elementos que lembrem João Batista, ex: água, plantas, areia, cajado, gafanhoto, etc. Se não for possível levar objetos, faça desenhos ou plaquinhas com palavras-chave.


- Apresente o personagem para as crianças à partir dos objetos, dizendo que hoje vamos conhecer um pouco mais da história de um grande profeta que recebeu a missão de preparar o caminho pra Jesus. Use as pistas para as crianças tentarem adivinhar quem é este profeta."


Ver 3-Catequese kids )

"No centro da sala, colocar diversas figuras de locais que precisam da ação de profetas hoje, como: regiões de seca, de fome extrema, disputas de terras com indígenas, depredação do meio ambiente, violência, bullings na escola... Entregue uma sandália ou chinelo confeccionado em cartolina ou papel durinho, para cada catequizando e peça para que escrevam o nome nela e observem as figuras dispostas no centro da sala, conscientizando-se dos problemas atuais que afligem a população. Fazer a leitura orante de Mc 1,1,  e pedir para que cada um coloque a sandália perto das figuras."

***
Gostei muito das três motivações, mas somente o "ver 3" resgata a realidade social e política.  As ideias presentes no  "ver 1" e o "ver 2" são ótimas para ajudar a desenvolver o tema. Depois de olhar para a realidade, podemos brincar para revelar João Batista ("ver 2"): os objetos que caracterizam e lembram o personagem (Cajado, gafanhoto) deixariam os catequizandos curiosos e interessados. Com certeza, o catequista conseguiria prender a atenção deles. E depois, para explicar a missão do nosso profeta, seria ótimo falar sobre o sentido da palavra "preparar" (ver 1), porque ele preparou o caminho de Jesus.  

Então, pensando no tema sobre João Batista, o que poderia ser o nosso "ver"?  Quantas realidades sociais hoje precisam de intervenção? De alguém olhe para elas com atenção e interesse? Podemos inserir aí as questões da atualidade: crises dos refugiados, a corrupção, a ocupação das escolas, a fome... Temos algumas pessoas que lutaram por justiça e igualdade? Quem são os profetas de hoje? Podemos falar de pessoas que lutaram por causas sociais. vale a pena ler sobre Dorothy Stang e Padre Oscar Romero.

A partir de tantas realidades, podemos começar a desenvolver o tema e falar do profeta mais importante do Antigo Testamento. Sempre que conseguimos resgatar a realidade para o encontro de catequese, os catequizandos sentem-se motivados a falar até mesmo das suas próprias  histórias.  É uma catequese que reza a Bíblia e que reza a vida, que propõe uma mudança de olharqueremos aprender a enxergar com os olhos de Jesus. Para que isso aconteça, com a metodologia ver-julgar-agir, o passo "ver" precisa nos levar a enxergar a realidade em que estamos inseridos, para depois iluminar essa realidade com a palavra de Deus. 

Só que só olhar para a realidade não basta, precisamos agir. É por isso que temos o passo "Agir-transformação". O que podemos fazer depois de ver e analisar a realidade? Como podemos agir para sermos como o profeta João Batista?

Cris Menezes
Catequista
Brasília-DF