Planejamento de Encontro: Jesus restaura a vida (Unção dos Enfermos)

Etapa: Ideal para catequese com adultos e catequese de Crisma; Para qualquer etapa, adapte a linguagem e veja a sugestão 2 de atividade. Os textos sobre o catecismo pode te ajudar a compreender melhor o tema independente da etapa.






1. Acolhida e oração inicial

Vamos colocar em intenção as pessoas doentes
Vinde Espírito Santo


2. Símbolo: Caixa de remédio

"O remédio representa uma expectativa de cura das doenças. Em nossa realidade, há muitos doentes que não têm a possibilidade de obter a assistência médica e os remédios."

3. Ver

Nossa população tem acesso às condições dignas de saúde?
- Mortes prematuras/ Muitas doenças que poderiam não existir e até ser evitadas. /Doenças que são produtos de falhas nossas, como por ex., falta de comida, abuso de álcool e drogas...

4. Iluminar 
Mc 5, 21-43
Mc 5, 25-26
Mc 5, 27-29

Ler a mesma passagem bíblica duas vezes
Fazer leitura orante e reconstrução do texto

 Como faço: peço para que cada catequizando leia o versículo que mais gostou. Depois pergunto: "O que o texto diz? O que o texto diz para cada um?" Após a partilha, fechamos a bíblia e começamos a reconstrução do texto sem ler na Bíblia. Começo falando o primeiro versículo da passagem bíblica do encontro, e cada catequizando vai completando a história. No final, saberemos de cor (no coração) o texto bíblico.


5. Reflexão (Explicação do catequista)

Atitude da mulher. "Ela inverte o que se ensinava. O ensino oficial era quem toca numa impura fica impuro. Ela diz: "Se eu tocar em Jesus, ficarei pura." (...) Jesus mostra que para Deus a pessoa inteira é importante. Jesus não veio salvar apenas as almas, mas sim as pessoas. Boa saúde, amor e vida em abundância fazem parte do reino. A boa nova de Jesus é algo para aqui e agora, não nos salva apenas para entrarmos no céu. Todos os cuidados com a vida (também a comida) são importantes para Jesus e para Deus. Assim, Jesus nos calma a cuidar da vida, lutar contra as doenças, evitar tudo o que possa prejudicar a qualidade de vida."


6. Atividade

Para falar o sacramento Unção dos Enfermos, imprimir as perguntas e respostas do Youcat (Ver item 9). E distribuir as questões numeradas de acordo com o Youcat. Cada catequizando ler uma pergunta e  outro ler a resposta.

Outra sugestão de atividade (para adolescentes e jovens): Encenar Mc 1, 29-34



7. Agir

Conhecer a pastoral da saúde
Litar para a comida saudável
Descobrir os remédios a partir das plantas

Gesto concreto - Marcar para levar frutas e visitar alguém doente.


8. Oração final

De agradecimento


****

9. Textos de Apoio- Catecismo

Perguntas e respostas para a atividade proposta


240) O que significado tinha a doença no Antigo Testamento?

240) No Antigo Testamento, a doença foi frequentemente experiência como uma dura prova, contra a qual se podia rebelar, mas em que se podia reconhecer a mão de Deus. Já com os profetas emergiu a ideia de que o sofrimento não é apenas uma maldição e nem sempre uma consequência de um pecado pessoal, e que uma pessoa também pode ser para os outros num sofrimento assumido com paciência. (1502)


241) Por que revelou Jesus tanto interesse pelos doentes?

241) Jesus veio para revelar o amor de Deus. Frequentemente o fez onde nos sentimos especialmente ameaçados: na fragilidade da nossa vida, através da doença. Deus quer que nos tornemos saudáveis no corpo e na alma, reconhecendo nisso a vinda do Reino de Deus. (1503-1505)
Por vezes, só com a experiência da doença percebemos que, saudáveis ou doentes, precisamos de Deus, mais do que tudo. Não temos vida, a não ser n’Ele. Por isso é que os doentes e os pecadores têm um especial instinto para perceber o que é essencial. Já no Novo testamento eram os doentes que procuravam a proximidade de Jesus; eles procuravam tocá-lo pois Dele saía uma foça que a todos curava” (Lc 6,19). 

242) Por que se deve a Igreja interessar especialmente pelos doentes?

242) Jesus mostra-nos que o céu sofre quando sofremos. Deus até quer ser reconhecido no menor dos irmãos (mt 25,40). Por isso, Jesus determinou o cuidado pelos doentes como tarefa central dos Seus discípulos. Ele exortou “Curai os doentes!”(Mt 10,8) e prometeu-lhes poder divino: “Em Meu nome, expulsarão demônios...Imporão as mãos aos doentes e os doentes ficarão curados.” (Mc 16,17 ss) (1506,1510)

243) Para quem foi pensado o sacramento da Unção dos Enfermos?

243) Qualquer crente pode receber o sacramento da Unção dos Enfermos, desde que se encontre numa situação de doença crítica. (1514-1515, 1528-1529).
A Unção dos Enfermos pode ser recebida várias vezes na vida. Tem igualmente sentido que os jovens peçam este sacramento quando se submetem a uma operação difícil. Nessas alturas, muitos cristãos doentes associam a unção a uma confissão (de vida); em caso de morte, eles querem encontrar Deus com uma consciência pura.


244) Como é celebrada a Unção dos Enfermos?

244) O rito essencial na celebração da Unção dos Enfermos consiste numa unção da testa e das mãos com o Santo óleo, acompanhada de orações. 
( 1517-1519, 1531)

245) De que forma atua a Unção dos Enfermos?

245)A Unção dos Enfermos concede consolação, paz e força, e une profundamente a Cristo o doente que se encontra em situação precária e e de sofrimento. Na verdade o Senhor passou pelas nossas angústias e tomou sobre o Seu corpo as nossas dores. Em alguns, a Unção dos Enfermos provoca a cura corporal. (...) Em todo o caso, a Unção dos Enfermos tem como efeito o perdão dos pecados. (1520-1523, 1532)

246) Quem pode ser ministro da unção dos Enfermos?



246) A presidência da celebração da Unção dos Enfermos está reservada aos presbíteros. É Cristo que, por força da sua ordenação, age através desses. (1516-1530)
CRISTO-MÉDICO

***

Aprofundamento

1503. A compaixão de Cristo para com os doentes e as suas numerosas curas de enfermos de toda a espécie (103) são um sinal claro de que «Deus visitou o seu povo» (104) e de que o Reino de Deus está próximo. Jesus tem poder não somente para curar, mas também para perdoar os pecados (105): veio curar o homem na sua totalidade, alma e corpo: é o médico de que os doentes precisam (106). A sua compaixão para com todos os que sofrem vai ao ponto de identificar-Se com eles: «Estive doente e visitastes-Me» (Mt 25, 36). O seu amor de predilecção para com os enfermos não cessou, ao longo dos séculos, de despertar a atenção particular dos cristãos para aqueles que sofrem no corpo ou na alma. Ele está na origem de incansáveis esforços para os aliviar.
1504. Frequentemente, Jesus pede aos doentes que acreditem (107). Serve-se de sinais para curar: saliva e imposição das mãos (108), lodo e lavagem (109). Por seu lado, os doentes procuram tocar-Lhe (110), «porque saía d'Ele uma força que a todos curava» (Lc 6, 19). Por isso, nos sacramentos, Cristo continua a «tocar-nos» para nos curar.
1505. Comovido por tanto sofrimento, Cristo não só Se deixa tocar pelos doentes, comotambém faz suas as misérias deles: «Tomou sobre Si as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças» (Mt 8, 17) (111). Ele não curou todos os doentes. As curas que fazia eram sinais da vinda do Reino de Deus. Anunciavam uma cura mais radical: a vitória sobre o pecado e sobre a morte, mediante a sua Páscoa. Na cruz, Cristo tomou sobre Si todo o peso do mal (112) e tirou «o pecado do mundo» (Jo 1, 29), do qual a doença não é mais que uma consequência. Pela sua paixão e morte na cruz. Cristo deu novo sentido ao sofrimento: desde então este pode configurar-nos com Ele e unir-nos à sua paixão redentora.
«CURAI OS ENFERMOS...»
1506. Cristo convida os discípulos a seguirem-no, tomando a sua cruz (113). Seguindo-O, eles adquirem uma nova visão da doença e dos doentes. Jesus associa-os à sua vida pobre e servidora. Fá-los participar no seu ministério de compaixão e de cura: E eles «partiram e pregaram que era preciso cada um arrepender-se. Expulsavam muitos demónios, ungiam com óleo numerosos doentes, e curavam-nos» (Mc 6, 12-13).
1507. O Senhor ressuscitado renova esta missão («em Meu nome... hão-de impor as mãos aos doentes, e estes ficarão curados»: Mc 16, 1 7-18) e confirma-a por meio dos sinais que a Igreja realiza invocando o seu nome (114). Estes sinais manifestam de modo especial, que Jesus é verdadeiramente «Deus que salva» (115).
1508. O Espírito Santo confere a alguns o carisma especial de poderem curar (116) para manifestar a força da graça do Ressuscitado. Todavia, nem as orações mais fervorosas obtêm sempre a cura de todas as doenças. Assim, São Paulo deve aprender do Senhor que «a minha graça te basta: pois na fraqueza é que a minha força actua plenamente» (2 Cor 12, 9), e que os sofrimentos a suportar podem ter como sentido que «eu complete na minha carne o que falta à paixão de Cristo, em benefício do seu corpo, que é a Igreja» (Cl 1, 24).
1509. «Curai os enfermos!» (Mt 10, 8). A Igreja recebeu este encargo do Senhor e procura cumpri-lo, tanto pelos cuidados que dispensa aos doentes, como pela oração de intercessão com que os acompanha. Ela "crê na presença vivificante de Cristo, médico das almas e dos corpos, presença que age particularmente através dos sacramentos e de modo muito especial da Eucaristia, pão que dá a vida eterna (117) e cuja ligação com a saúde corporal é insinuada por São Paulo (118).

1510. Entretanto, a Igreja dos Apóstolos conhece um rito próprio em favor dos enfermos, atestado por São Tiago: «Alguém de vós está doente? Chame os presbíteros da Igreja para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o doente e o Senhor o aliviará; e, se tiver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados» (Ts; 5, 14-15). A Tradição reconheceu neste rito um dos sete sacramentos da Igreja (119).




Livros que me ajudaram a planejar este encontro

1. Bíblia sagrada (Mc 5, 21-43, Mc 5, 25-26, Mc 5, 27-29, Tg 5, 14-15, 
2.  Catecismo da Igreja católica ( N° 1500 a 1525)
3. Youcat (Catecismo Jovem), N° 2040 a 247)
4.  Seguir o mestre( Antônio Francisco Blankendaal-paulinas)
5. A mesa do pão 2 ( Dom leomar- paulinas) Pág. 105



Bom encontro. 
Deus cuida de nós.
Cris Menezes

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Campanha da Fraternidade 2017- Por onde começar?

Caça Tesouro- CF 2017

Como falar da Semana Santa com as crianças- Planejamento