Diário de Catequese:JO 6, 1-16: Multiplicação dos pães (partilha)


Esta panelinha da foto foi da minha avô.  Usei para ambientar o encontro de catequese com adultos. Ao redor da panela, colocamos os alimentos para montar uma cesta básica.

Começamos o encontro com a leitura da história "Sopa de pedra". Fala de um estrangeiro que pede comida para uma senhora. Ela não tem. Ele pede para que ela o deixe ferver a  água para fazer uma sopa de pedra. A senhora chama os vizinhos para ver o estrangeiro fazer esta inusitada sopa. Aos poucos, com muita humildade, simplicidade e criatividade, o estrangeiro consegue vários ingredientes para a sopa. Ele fala: "-Que delícia! Falta só um pouco de batata." E uma vizinha vai buscar a batata.

 No início, ele tinha apenas a pedra. No final, a sopa ficou pronta com carne, verduras e batatas. Todos os vizinhos saborearam a sopa da pedra milagrosa e se alegraram. O milagre aí, como na multiplicação dos pães, é o milagre da partilha.

Depois dos catequizandos partilharem o que acharam da história, nós refletimos a passagem da multiplicação dos pães (Jo 6, 1-15). E saímos. Sim. Saímos da sala de catequese para visitar, junto com os vicentinos,  uma família carente. Montamos uma cesta básica e partimos para uma catequese prática, para partilhar nossa sopa de pedra, partilhar o pouco que cada um trouxe.

Com a família, lemos a mesma passagem bíblica da partilha dos 5 pães e 2 peixes, rezamos por eles, rezamos com eles. Num simples gesto de partilha, fizemos catequese. Retornarmos para Igreja. Todos se olharam com cumplicidade: demos juntos um passo grande na nossa fé. Fizemos uma experiência de sair da Igreja para encontrar Jesus no outro: no outro que passa fome e que sofre. Claro que essa visita foi possível porque são catequizandos adultos e porque manifestaram o desejo de ajudar o próximo.

 Espero que esta catequese em êxodo ajude a você, catequista, a sair em missão. Se você tem uma turma de Primeira Eucaristia precisa encontrar outros gestos concretos. Visitar uma família carente realmente é um trabalho que pode ser feito com pessoas adultas e maduras. Não é fácil ir para as periferias da vida e olhar as situações precárias em que muitas pessoas vivem. É preciso de um pouco de maturidade cristã, e de um bocado de fé.

Mas você pode ir com os catequistas. Chame os catequistas para levar cestas básicas para as famílias dos catequizandos, visitem os doentes, caminhem com Jesus.

Com o coração agradecido.
Cris Menezes


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