28 outubro, 2016

Catequista acomodado


É sério.  Tem muitos catequistas desmotivados, principalmente aqueles mais antigos. Depois de 10 anos de catequese, os problemas e dificuldades continuam os mesmos. Se você está se sentindo assim, desmotivado, e se acomodou  na etapa que está agora e falta só falar: "Desta etapa eu não saio. Desta etapa ninguém me tira", vamos conversar? De catequista  para catequista. Ok?

Te convido a se desinstalar.





Experimente trocar de etapa. Se sempre foi da Crisma, tente a Primeira Eucaristia; se está acomodado na Primeira Eucaristia, tente a Catequese com Adultos. Catequista não pode ser da etapa. Deve estar disponível onde a catequese chamar. Quantos catequistas de "etapas" você conhece e que estão apegados e não mudam de jeito nenhum? Mudei da Primeira Eucaristia para a catequese com adultos. O primeiro semestre foi de adaptação e eu me senti aprendendo de novo. É um desafio. Então, não tenha medo de mudar.  A mudança de etapa nos faz sentir  catequistas iniciantes, é como chegar na catequese a primeira vez. A faixa etária dos catequizados  muda e precisamos adequar a linguagem, a metodologia, as dinâmicas. É uma chance para nos expandir e superar os limites que nós mesmos nos impomos. É preciso aprender a ser catequista de qualquer etapa. A mudança de etapa nos desinstala do comodismo e daquele sentimento de que já sabemos tudo. Na verdade  somos experientes e especialistas numa determinada etapa da catequese.  E só.

Mude, catequista. Se a mudança de etapa não é possível, analise no que  sua catequese precisa inovar, mudar, renovar. Se você não gosta ou não sabe desenvolver dinâmicas, peça ajuda de outros catequistas mais dinâmicos e, aos poucos, quebre essa barreira que você mesmo colocou de "não sei fazer dinâmicas". ´Muitas vezes é só resistência sua. Somos capazes de aprender qualquer coisa na vida. Tudo bem que em alguns atividades seremos melhores que em outras. Mas não podemos nos fechar a novos aprendizados e desafios. Seja corajoso. 

Percebo alguns catequistas antigos se acomodarem. Não buscam mais formações. Acham que estão prontos. Mas a catequese nos pede uma formação contínua. Catequista precisa de reciclagem. Que tal planejar grupos de estudo sobre os documentos da Igreja e  e das encíclicas?  Fui numa formação de coordenadores e a formadora falou que Jesus era uma grande perguntador mas péssimo em dar respostas. Quando questionado, ele respondia com outra pergunta.  Catequista  não pode deixar de perguntar, de questionar, de criticar. Catequista que deixa de perguntar, deixa de crescer, de aprender. E, por favor, tente não apresentar respostas prontas para seus catequizandos. Não explique o evangelho todo, antes de dar a chance deles mesmos descobrirem a boa-nova de Jesus. 

Sabe de outra coisa? Vá além. Procure movimentar a catequese. Como? Organize um jornal da catequese na sua comunidade. Chame os catequistas para ajudar a montar, diagramar, imprimir, divulgar. Envolva os catequizandos também neste trabalho. Será trabalhoso, mas divertido. E não esqueça: mantenha a alegria de ser catequista depois de 10, 20 anos no ministério da catequese.  E ajude os catequistas inciantes a caminhar. Empreste livros, empreste os ouvidos, Dê sugestões, esteja disponível para ajudar. Acolha a todos que chegar. Muitos catequistas reclamam de acolhida. Com o seu exemplo, os outros se sentirão chamados a acolher também.

E o mais importante, não se oponha às mudanças que aparecerem. Esteja disposto, com sua experiencia, a ajudar nas mudanças que a Igreja, o padre ou a coordenação propor. Não é que sempre foi feito assim que continuará sendo feito assim por resto da vida. É sério. Catequista precisa acompanhar as mudanças que a própria Igreja e as Escolas arquidiocesanas de catequese já nos indicam. A catequese está em mudança. Fique atento para mudar junto, para caminhar junto, para caminhar...

Obrigada.
Deus ama você.
Cris Menezes





24 outubro, 2016

Encontro e Atividade para encerramento da catequese- Primeira Eucaristia




Vamos planejar a festa de encerramento deste ano? Como estão os preparativos? Tenho uma sugestão para este dia especial que marca o fim de mais uma etapa.

Gostei muito do encontro de encerramento do livro "A mesa do pão- Catequese com leitura Orante". Podemos adaptá-lo para nossa catequese, já que este livro segue o método IVC com leitura Orante da Bíblia. É o último encontro da primeira etapa da Primeira Eucaristia. Se sua turma for da segunda etapa, você pode adaptar tranquilamente.

O planejamento a seguir foi retirado do livro:  Iniciação à Eucaristia, livro 1, Leomar A. Brustolin, editora Paulinas,  pag. 220 a 225.


***

Oração inicial

Pai santo, estamos no final desta etapa da catequese. Neste caminho conhecemos como tu és o Criador de tudo e que nos amas apesar de nossas infidelidades. Reconhecemos que Jesus Cristo foi enviado para abrir-nos os olhos  e o coração para o amor; Obrigado, Pai santo, obrigado por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém


Motivação

 Chegamos ao fim desta etapa da catequese. Começamos vendo como Deus criou tudo por amor, mas o ser humano quebrou o pacto com Deus. Para refazer a aliança, o Pai enviou seu filho Jesus. Nos encontros, refletimos o nascimento, a vida, a morte e a ressurreição de Jesus. Depois, vimos como o Antigo Testamento todo aponta para Jesus. De Abraão até os profetas há uma história marcada por alegrias e tristezas, de santos e pecadores que trilharam o caminho do Povo de Deus. Também somos parte desta família. Em nossa vida, no dia a dia, Deus continua a caminhar conosco. De todo o tempo da catequese, qual a passagem da Bíblia que mais lhe chamou a atenção e por quê?


Leitura orante: Jo 15,4-5

"Eu sou a videira e vocês os ramos"

Fazer a reconstrução do texto
a) A quem devemos estar unidos?
b) O que acontece com o ramo que não fica unido à videira?
c)Se Jesus é a videira,  quem somos nós?
d) o que acontece com quem fica unido a Jesus?
e) Sem Jesus, o que podemos fazer?

Destacar frases importantes.
(*Refletir sobre a passagem Bíblica)

Atividade

Cada catequizando receberá um balão e uma folha de papel. Para preparar a festa de encerramento, vamos escrever nos papéis o que aprendemos da Bíblia  na catequese deste ano. Colar com fita adesiva nos balões. Pendurar os balões na sala da festa. Isto servirá para fazer uma revisão do que foi visto na caminhada e também para celebrar o ano. Sobre a mesa da catequese colocar alimentos e bebidas para ser partilhados. Fazer uma festa de encerramento. Antes de iniciar a festa, fazer uma oração.

 Oração final

Vamos concluir nossos encontros com uma bênção. Ela foi tirada do Antigo testamento, do Livro dos Números. É chamada benção de Aarão, o irmão de Moisés. Para fazer esta bênção, cada um de nós colocará seu braço direito sobre o ombro esquerdo do colega ao lado e assim formaremos um círculo, uma corrente de união. Depois todos juntos pronunciamos a oração.

Deus te abençoe e te guarde!
Amém!
Ele te mostre s sua face e se compadeça de ti.
Amém!
Volva para ti o seu olhar e te dê a paz!
Amém.

***


Bom encontro de catequese!
Deus ama você.
Cris Menezes

20 outubro, 2016

Como ser um catequista melhor?



Encontramos na Internet muitas listas para ter sucesso em qualquer área da vida. E para nós, catequistas, também há diversas listas desde "como ser um bom catequista" até as "regras de ouro do encontro de catequese". Encontrei uma lista com dicas para ser um catequista melhor. Achei interessante, mas comecei a ler e não concordei com algumas coisas. Então, resolvi eu mesma escrever sobre como se tornar um catequista melhor. Essas dicas são para mim também, porque preciso melhorar. Vamos conversar francamente ? 
Então vamos. 

Vou começar contando para vocês que estou fazendo estágio na catequese! Isso mesmo. Depois de 13 anos de caminhada, iniciei uma formação para catequistas da Escola Catequética- CAC. Para finalizar o primeiro  ano do curso, somos encaminhados a uma paróquia para observar uma turma de catequese. Mas não podemos participar, dar palpite, corrigir...só observar, anotar tudo  e entregar um relatório. E uma das coisas que já gostei é o testemunho de vida que os catequistas demonstram ter.  Claro que todo mundo sabe disso: que nossa vida deve ser um testemunho! Que devemos viver os ensinamentos de Cristo para poder, ao falar de Deus, nosso discurso não caia no vazio. 

Mas, uma vez, uma catequista me ensinou muito sobre testemunho. Ela disse que quando nós não conseguimos viver um determinado preceito da Igreja e de Cristo, nós podemos falar para as pessoas, com sinceridade, que ainda não conseguimos viver este preceito, mas que estamos em oração e confiantes que iremos superar essa dificuldade. Esta conversa foi uma catequese. Guardo este ensinamento e falo sempre que tenho oportunidade. Nós, catequistas, temos nossos problemas, dificuldades, nossas limitações, somos pecadores, erramos, caímos...Catequistas não são "doutores da lei". São pessoas comprometidas com Jesus, em construção e formação contínua. Queremos ser catequistas melhores, cristãos mais comprometidos. E como podemos ser catequistas melhores? O que devemos fazer? O que nos falta? O que impede de sermos mais comprometidos e mais engajados com a catequese e com a Igreja? 

Bom,a primeira atitude para se tornar um catequista melhor está resumida numa palavra: doação. É preciso ter disponibilidade de tempo. Tem  catequista envolvido em muitas pastorais e não consegue conciliar.   A catequese é prioridade. Quantas pastorais você participa? As reuniões e os eventos frequentemente costumam chocar com os compromissos da catequese? Se sim, reflita melhor sobre seu chamado para ser catequista e quais são as suas prioridades.  Com disponibilidade, você poderá planejar melhor os encontros e participar das atividades que a coordenação da catequese propor, porque o compromisso com a catequese não é só o "encontro de catequese". Aqui costumamos falar em "catequista de sala": Aquele que só vai para o encontro de catequese, mas não participa de nenhuma atividade. 

Pense agora num atleta que treina diariamente para evoluir, melhorar seus resultados, ganhar uma olimpíada. Não existe atleta ouro sem esforço e dedicação. Catequista é atleta de Cristo. Então, se prepare bem: estude os documentos da Igreja, leia as encíclicas, o Diretório Nacional da Catequese, o catecismo. Tudo isso vai te ajudar a planejar o encontro de catequese. Planeje. Prepare com amor. Não vá para a catequese, sem ter lido e estudado o tema, sem saber como você vai conduzir. Jogue fora estas palavras: despreparo, improvisoCuide também da sua espiritualidade,  faça leitura orante da Bíblia, busque intimidade com o Senhor. Faça pequenos exercícios de amor, caridade, compaixão para consigo mesma (o) e com o outro. 

Acolher é fundamental para quem quer ser um bom catequista. Ás vezes acho que passamos tanto tempo na frente do computador que estamos perdendo a alegria de encontrar com o outro. Queremos resolver tudo pela Internet, planejamos pela Internet, enviamos parabéns pelo facebook...e calma!  Precisamos encontrar nossos irmãos de caminhada, abraçá-los, caminhar com eles... Sorrir, brincar, ser companhia... O papa Francisco fala em "apostolado do ouvido", precisamos encontrar tempo para ouvir o outro catequista que caminha com a gente.  Não adianta estar bem no conhecimento da doutrina católica, se a parte do relacionamento com os outros está capenga.. Um bom catequista é alguém que conhece de metodologia catequética e também, não menos importante, alguém que sabe interagir bem com as pessoas, acolher a todos, a todos, não só o catequista que te ajuda nos encontros. (É um desafio, não acha?)

E para finalizar: seja crítico.   Todo cristão deve ser sal e luz do mundo, deve influenciar a sociedade. Esteja atento ao que acontece ao seu redor, no seu bairro, na cidade, no seu país, e no mundo. O conhecimento crítico da realidade vai te ajudar não só a planejar seu encontro de catequese, mas também a saber se posicionar, defender os mais fracos, ter mais sensibilidade com o sofrimento do outro, e saber interferir para mudar essas realidades. 

 A matéria da catequese é Jesus, e como conhecer Jesus? Só falando dele? Só com apostilas? Um bom catequista  ajuda o catequizando a percorrer o caminho de iniciação à vida cristã e a fazer a experiência com Jesus. 
Um bom catequista forma discípulos de Jesus, não só prepara para os sacramentos.


Obrigada. Deus ama você!
Cris Menezes

17 outubro, 2016

Fazendo arte: Terço de EVA


"Tudo o que fazemos com as mãos, chega mais fácil ao coração."




Que tal fazer com  os catequizandos um terço de E.V.A? Também podemos confecioná-lo e entregar como lembrancinha de algum encontro especial ou evento.

Esta ideia do terço em E.V.A, eu vi no blog da Tia Paula.  Clique aqui para ver como ficou o terço lá no blog dela.

Vamos precisar de:
Papel EVA mais grosso de duas ou três cores
Fitilho
Tesoura
Agulha

As contas do terço são feitas de quadradinhos de E.V.A. Tenha cuidado ao cortá-los para que fiquem mais ou menos do mesmo tamanho. Tive que arrumar  depois porque os quadradinhos ficaram muito desiguais. As contas do Pai Nosso iremos fazer com o E.V.A de cor diferente. Os quadradinhos do Pai Nosso não precisam ser maiores. Fica mais bonito todos do mesmo tamanho.
Então já sabe: Cada mistério tem 10 contas da Ave Maria e uma do Pai Nosso. São 5 mistérios. O início do terço são 3 contas para a Ave Maria mais 2 contas para o Pai Nosso e a cruz.

Para montar o terço, desfie o fitilho e coloque na agulha. Agora é só ir espetando os quadradinhos um a um tomando cuidado para espetar bem no meio do quadrado e cuidado para não espetar o dedo! 

Cuidado: Somente o catequista deve  manusear a agulha

Para finalizar,  é só fazer o nó quando fechamos o círculo com os 5 mistérios, cortar um lado do fitilho e o outro   fitilho puxamos para colar as contas iniciais do terço e a cruz.




Obrigada. Deus ama você.
Cris Menezes
Catequizando Feliz Blog

11 outubro, 2016

Aula de catecismo ou encontro de catequese?





Ouvi uma história assim ontem: "O frei foi visitar as turmas de catequese e fez a seguinte pergunta aos catequizandos: 'quantos livros a Bíblia tem?' Ninguém soube responder." Aqui na paróquia, já passamos por situações parecidas. Antigamente, o padre ia confessar as crianças da Primeira Eucaristia e  fazia perguntas sobre a catequese. Muitas crianças não conseguiam responder. E o padre nos chamava a atenção porque achava que os catequizandos não estavam preparados. 

Querer avaliar se a criança está preparada para receber o sacramento com perguntas sobre os temas dos encontros é reduzir a catequese a uma aula de catecismo. E também não vai ser com questões de V ou F ou perguntas sobre doutrinas que conseguiremos avaliar o processo catequético.  É mais fácil avaliar a catequese observando  quantos catequizandos voltaram para se engajar em alguma pastoral depois de receberem os sacramentos. Quantos se tornaram seguidores dos passos de Jesus? Quantos participam das missas dominicais?

E claro que queremos que os catequizandos saiam da catequese entendendo e vivenciando a fé cristã. Não é para desprezar a doutrina! Falamos dos fundamentos da fé católica e isto pressupõe falar em doutrinas. O que não pode acontecer é uma catequese exclusivamente doutrinária. Queremos uma catequese que leva o catequizando ao encontro com Jesus por meio dos sacramentos e da liturgia.  E outra coisa: não adianta decorar as orações sem entendê-las, não adianta saber os principais fatos do Antigo Testamento, nem saber todos os 7 sacramentos se não fizermos a experiência com Jesus. Conhecimento sem a vivência dos sacramentos é um conhecimento infrutífero, vazio.

Pense bem, se os catequizandos passam a infância e a adolescência na catequese e continuam sem saber responder questões básicas ou somem da Igreja depois do sacramento, algo está errado, não com o catequizando, mas com a metodologia usada na catequese. Precisamos usar uma metodologia adequada aos nossos objetivos e aos anseios da própria Igreja. Queremos que catequizandos se tornem cristãos comprometidos? Precisamos sair da catequese "escolar" e partimos para uma catequese celebrativa, litúrgica e mistagógica. O catequizando precisa conhecer Jesus para fazer sua adesão pessoal. E para este "sim" não há teste de conhecimento que dê conta. 

 O que é mais importante: o catequizando aprender quantos livros a Bíblia tem ou qual a importância de ler a Bíblia? É mais importante saber de cor os 10 mandamentos ou compreender o amor de Deus e sua infinita misericórdia?

Vamos refletir mais sobre o assunto? Vamos provocar essas reflexões no nosso grupo? Vamos sensibilizar nossos párocos para caminhar com a gente para um catequese de Iniciação à Vida Cristã?

O que é a catequese? É uma aula de catecismo? Um curso para receber os sacramentos? Como deve ser os encontros de catequese? Qual metodologia usar? Qual itinerário?  Para respondermos estas questões, precisamos definir primeiro os objetivos da catequese e onde queremos chegar.

Ah, a Bíblia tem 73 livros, 26...23...27 do novo testamento e ...46 do antigo.


(Precisei consultar para responder...)

Obrigada. Deus ama você.
Cris Menezes

02 outubro, 2016

Diário de Catequese:JO 6, 1-16: Multiplicação dos pães (partilha)


Esta panelinha da foto foi da minha avô.  Usei para ambientar o encontro de catequese com adultos. Ao redor da panela, colocamos os alimentos para montar uma cesta básica.

Começamos o encontro com a leitura da história "Sopa de pedra". Fala de um estrangeiro que pede comida para uma senhora. Ela não tem. Ele pede para que ela o deixe ferver a  água para fazer uma sopa de pedra. A senhora chama os vizinhos para ver o estrangeiro fazer esta inusitada sopa. Aos poucos, com muita humildade, simplicidade e criatividade, o estrangeiro consegue vários ingredientes para a sopa. Ele fala: "-Que delícia! Falta só um pouco de batata." E uma vizinha vai buscar a batata.

 No início, ele tinha apenas a pedra. No final, a sopa ficou pronta com carne, verduras e batatas. Todos os vizinhos saborearam a sopa da pedra milagrosa e se alegraram. O milagre aí, como na multiplicação dos pães, é o milagre da partilha.

Depois dos catequizandos partilharem o que acharam da história, nós refletimos a passagem da multiplicação dos pães (Jo 6, 1-15). E saímos. Sim. Saímos da sala de catequese para visitar, junto com os vicentinos,  uma família carente. Montamos uma cesta básica e partimos para uma catequese prática, para partilhar nossa sopa de pedra, partilhar o pouco que cada um trouxe.

Com a família, lemos a mesma passagem bíblica da partilha dos 5 pães e 2 peixes, rezamos por eles, rezamos com eles. Num simples gesto de partilha, fizemos catequese. Retornarmos para Igreja. Todos se olharam com cumplicidade: demos juntos um passo grande na nossa fé. Fizemos uma experiência de sair da Igreja para encontrar Jesus no outro: no outro que passa fome e que sofre. Claro que essa visita foi possível porque são catequizandos adultos e porque manifestaram o desejo de ajudar o próximo.

 Espero que esta catequese em êxodo ajude a você, catequista, a sair em missão. Se você tem uma turma de Primeira Eucaristia precisa encontrar outros gestos concretos. Visitar uma família carente realmente é um trabalho que pode ser feito com pessoas adultas e maduras. Não é fácil ir para as periferias da vida e olhar as situações precárias em que muitas pessoas vivem. É preciso de um pouco de maturidade cristã, e de um bocado de fé.

Mas você pode ir com os catequistas. Chame os catequistas para levar cestas básicas para as famílias dos catequizandos, visitem os doentes, caminhem com Jesus.

Com o coração agradecido.
Cris Menezes