25 junho, 2016

Dinâmica: Árvore da vida x Árvore da morte e Frutos do Espírito


Para olharmos a vida fizemos a dinâmica "Árvore da Vida e árvore da morte" e refletimos sobre os sinais de vida e morte no nosso bairro. O Objetivo era refletir sobre esses sinais e entender que, com os dons do Espírito Santo, podemos produzir bons frutos e gerar vida.

Resolvi desenhar as árvores no E.V.A,  já que não achei o galho verde e o seco proposto na dinâmica. E achei bom ilustrar mais ainda desenhando os frutos.   Só  os frutos que representam sinais de morte fiz com papel de revista, 

Material confeccionado







-Como sábado passado o encontro foi sobre dons do Espírito Santo, escrevei três frutos do Espírito. Nos outros frutos em branco, os catequizandos escreveram os sinais de vida. Recortei as letras de revistas para montar as palavras. 

-Percebe que podemos usar esta árvore para falar dos frutos do Espírito Santo? Depois do encontro, empolguei e fiz mais alguns frutos  para montar a árvore dos frutos do Espírito Santo e ficar já um material pronto.





-Para não escrever direto no E.V.A com a caneta, levei cartolina branca para eles escreverem  e colar depois o papel no E.V.A. Os frutos da árvore da vida foram entregues para os catequizandos como desafio e lembrança do encontro.


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Então, vamos as orientações de como fazer esta dinâmica: clique aqui.



Obrigada. Deus ama você.
Cris Menezes
Catequizando Feliz Blog

21 junho, 2016

Ambientação de encontro de catequese: Espírito Santo


Foi uma saga! Tentei desenhar uma pomba só por olhômetro, não deu muito certo. Depois lembrei que eu tinha uma vez comprado uma pomba e estava colada na porta da geladeira da minha mãe. Então usei como molde.

 Olha como esta pomba é perfeita! Corte profissional.




Esta foi a que eu fiz. Não usei o TNT liso, acho que o nome deste TNT é flocado.  Para fazer as "patas" eu colei  miçangas.



Para fazer os fogos dos 7 dons, pesquisei moldes na Internet. É muito fácil de fazer. Eu consigo desenhar muita coisa só olhando a imagem no computador. Foi assim que eu desenhei o molde do fogo.

Depois colei o desenho do fogo na fita cetim. Com uma fita mais larga é possível colar os nomes dos 7 dons.




Vinde Espírito Santo!
Obrigada. Deus ama você.

Cris Menezes

20 junho, 2016

As cicatrizes de um ataque de jacaré



Semana passada, na Disney,  uma criança foi roubada por um jacaré. Os pais lutaram com o Jacaré para salvar a vida do filho, mas não conseguiram. O menino foi encontrado morto no dia seguinte. Esta é uma história terrível. 




Lembro de uma historinha que se contava no grupo jovem sobre  um menino cheio de cicatrizes no braço. Eram cicatrizes que o faziam lembrar que sua mãe lutou por sua vida quando um jacaré o atacou. E a mensagem era: nós trazemos também marcas que nos lembram a todo tempo que Deus tem lutado por nós. Fiquei imaginando as cicatrizes que carrego na alma, marcas das lutas travadas para que minha vida fosse preservada. Como me senti amada ao refletir sobre esta historinha, que nunca imaginei ser tão de verdade. Sim existem crianças que foram salvas por seus pais de ataques de jacaré. Passou na televisão: há algum tempo aconteceu algo parecido com outra família.  Um homem conseguiu tirar seu filho da boca de um jacaré. O menino foi salvo. Infelizmente não aconteceu o mesmo com o menino lá na Disney. Não sou mãe, mas fico agoniada só de pensar. Imagina ver seu filho na boca de um jacaré e não conseguir tirá-lo de lá? 

Algumas pessoas julgaram os pais por negligência. Como pode tanta insensibilidade pela dor dos outros? Compaixão não faz mal a ninguém e um pouco de empatia também não- é só colocar-se no lugar desses pais. Uma outra mãe que uma vez também  levou seu filho  para brincar nas proximidades desse lago argumentou que os pais não podiam imaginar que era perigoso que seus filhos brincassem perto de um lago artificial e pequeno, dentro de um resort.  Lembro aqui de crianças que morreram em parques de diversão por defeitos nos brinquedos ou falta de manutenção.  Nós confiamos que outras pessoas estão cuidando de nossa segurança e da segurança das crianças e jovens.  Confiamos na administração de um parque quando levamos nossas crianças. Confiamos no motorista quando entramos num ônibus. Confiamos! Porque não pode ser diferente ou confiamos ou não vivemos! Sabemos que há as fatalidades, mas riscos que põem  a vida das pessoas em perigo devem ser reduzidos ao mínimo com controles de segurança, por exemplo.

Imagino tantas famílias que sofrem com a perda de seus filhos; tem seus filhos roubados pela violência, drogas, acidentes. Quantos pais lutam por seus filhos? Quantos se sentem impotentes? Quantos conseguem resgatá-los dos "jacarés" do mundo? Quanta dor! Meninos inocentes, enquanto brincam na porta de casa, são atingidos por balas perdidas de tiroteios entre bandidos e  a polícia. Vidas interrompidas pela violência urbana. Esses dias uma menina teve sua vida tirada brutalmente num provável assalto aqui em Brasília no caminho entre sua casa e a faculdade. Um ônibus que levava estudantes capotou em São Paulo e matou muitos jovens. A dor que atinge a todos. Sofremos juntos com esses pais que têm seus filhos tirados de si de maneira tão estúpida.  Poderia ser com qualquer um de nós.  Sempre falo que nós somos sobreviventes. Temos que fugir de bala perdida, dos assaltos, da violência, dos mosquitos, dos vírus e bactérias, das doenças... "Viver é perigoso", já dizia Guimarães Rosa. 

Não tenho respostas para os grandes sofrimentos. Gosto de pensar que Deus chora com a gente, O Deus-humano, Jesus, chorou quando lázaro morreu. A humanidade de Jesus me ajuda a crer num Deus próximo, que veio viver entre nós para nos ensinar a viver, que amou para nos ensinar a amar, que morreu e ressuscitou para nos ensinar que há ressurreição. Aprendi que a morte, a tristeza, as dores não têm a última palavra. As cicatrizes só ficam naqueles que lutam corajosamente pelos seus, sem medo de perderem a própria vida. Amor maior não há. Confiemos no Senhor.

Cris Menezes
Catequizando feliz

19 junho, 2016

Dos fracassos de uma catequista- As histórias que não contamos




Dos fracassos, perdas e ganhos  de uma catequista 
Por Cris Menezes

Para Rosário (em memória)

Toda história de sucesso tem seus fracassos, os passos errados, os passos em falso que damos, as pedras no caminho e os espinhos. Por trás de uma grande história há muitas pessoas trabalhando nos bastidores. Pense num filme, na construção de um grande edifício, num evento, pense num restaurante, tanta gente trabalha para que aquele prato chegue quentinho na sua mesa.

Assim somos nós. Por trás de quem somos, da nossa história, há os bastidores. Quando eu me vejo falando de amor, da vida e de Deus, bonita e sorridente,  penso  nos meus bastidores. Para eu ser a mulher que sou hoje, algumas pessoas contribuíram com uma boa dose de amor, respeito e paciência. Eu sou o resultado dos encontros que tive na vida, sou resultado dos livros que li e das músicas que ouvi, sou resultado da insistência do amor de Deus por mim, do cuidado dos meus pais e da amizade dos meus amigos. Tenho amigos que nem sabem o quanto me ensinaram a ser gente, gente que me levou a Deus,  gente que foi parte da minha missão e do meu ministério de catequista.

Mas até aqui falei mais dos sucessos. Viu como é fácil contarmos nossa história pelos ganhos?! Sim esses são meus ganhos. Mas vamos falar dos fracassos e das perdas?

❤❤❤

Quero falar um pouco dos nossos "fracassos" na vida pessoal e profissional. Nem sempre nossa vida está repleta de graças para testemunhar. Muitas vezes estamos na Igreja servindo a Deus e sofrendo em casa com algum problema. E como é difícil manter nosso testemunho de fé diante da dor e das incompreensões. E este é o desafio do cristão: continuar caminhando com fé mesmo nas negativas da vida, mesmo na demora das graças que esperamos. É só lembrar que não termina na morte. Para um cristão, há a ressurreição. A cruz não é o fim. Diante dos nossos aparentes fracassos, devemos manter os olhos fixos em Jesus e prosseguir glorificando nosso Senhor.  Podemos testemunhar as pequenas graças e os pequenos cuidados de Deus por nós. É preciso treinar o olhar para encontrar a misericórdia de Deus no nosso dia-a-dia.


 Tivemos uma grande perda na catequese.  Faz algum tempo que perdemos nossa coordenadora, vítima de complicações de uma cirurgia. A Rosário foi um exemplo de catequista dedicada, uma mulher de fé.  Lembro que ela sempre chegava com um livro novo sobre catequese. Foi com ela que aprendi a correr para a livraria e voltar com livros para ajudar nos encontros de catequese. Ela tinha sede de aprender.  Ela era minha amiga e acreditava em mim. E isso é tão raro: em qualquer área da vida, encontrar pessoas que acreditam na nossa capacidade. Minha amiga acreditava que eu podia ser coordenadora. Imagina! 

Meu maior desafio e meu maior fracasso foi com a inclusão na catequese. Sei que quando a catequese fracassa, todos fracassam juntos: o padre, os catequistas, a coordenação. Percebi o quanto estamos despreparados para a catequese de pessoas com deficiência: faltam catequistas e formações específicas.  Precisamos chamar as crianças especiais para participarem da catequese, mas também precisamos capacitar os catequistas.

Outra tristeza são os catequizandos que vão ficando pelo caminho, os desistentes. Começamos a catequese com uma quantidade de catequizandos e terminamos com um número menor. O ideal é que ninguém desistisse. Há também os que mudam de religião depois da Primeira Eucaristia ou da Crisma e renegam a fé. Não é proibido mudar de religião. Claro que estamos livres para escolher sempre, mas não precisa desconsiderar o passado como se tudo o que se viveu na fé católica fosse um erro. Como catequista, entregamos para a igreja cristãos católicos e queremos que eles se engajem na igreja e não que mudem de religião depois de receberem os sacramentos. Mas penso que estão no caminho de Deus, isso é  o que mais importa.

Veja bem: um(a) catequista é feito(a) de alegria, de fé e perseverança, mas também é feito(a) de perdas, dos ficam pelo caminho, dos que desistem- e como nós sentimos responsáveis por esses também- e daqueles que cumprem sua missão de evangelizar na terra e vão se encontrar com Jesus no céu. Todos esses que perdemos, de uma forma ou de outra, fazem parte da nossa caminhada e do nosso crescimento.

Vamos em frente.
Deus ama você.




*Fotografia e texto: Cris Menezes

16 junho, 2016

Precisamos falar de acolhida na catequese



Ambientação do encontro sobre matrimônio
Clique aqui para aprender a fazer bandeirinhas recicladas

Acolher e valorizar os catequizandos



A acolhida é geralmente um passo que os catequistas  não dão muita atenção. Pulam com facilidade para oração inicial e  esquecem de acolher seus catequizandos, perguntar como passaram a semana e como estão. Mas acolher não é só isso.

Nós vivemos tão apressados que mal reparamos nas pessoas, na natureza, nas coisas que acontecem ao nosso redor. Ou estamos apressados ou sugados pela tela do celular.  Um catequista tem geralmente tantos compromissos e desempenha tantos papéis dentro e fora da Igreja, que vive correndo pra cima e pra baixo com seu catecismo, sua bíblia e sua falta de tempo. (Alguém se identificou aí levanta a mão!) Você deve cuidar de tanta gente e ter muitas responsabilidades, mas pode ter esquecido de olhar para você com mais atenção. Se você  não estiver bem, pode acontecer de sua catequese não ir bem também. E a acolhida fica comprometida. Você estará preocupado(a) com o horário, com o relógio, em "passar" logo o tema do encontro e já estará pensando que mais tarde terá reunião com a coordenação ou com o padre. Proponho que pense  no seu ritmo atual. Como você está?

Estou falando sobre isso porque sei que é uma realidade nas nossas comunidades: Catequista atarefado(a), em muitas pastorais e sem tempo nem mesmo para planejar o encontro. Então reveja suas prioridades e encontre um tempo para você cuidar de si mesmo(a), só assim poderá cuidar de uma turma de catequese.

Podemos prosseguir?

Acolher os catequizandos é fundamental para que a catequese cumpra seus objetivos.  Acolher não é só ficar na porta dizendo bom-dia ou boa-tarde!  Acolher envolve o encontro inteiro: acolher o catequizando quando ele quer falar; dar espaço para que ele se expresse, valorizá-lo. Outra forma de acolher é comemorar os aniversários. O aniversário é a data mais importante da vida de qualquer pessoa. É o dia especial que celebramos nossa vida! Todos gostamos de receber visitas no dia do aniversário, mensagens, ligações, presentes, declarações de amizade. Então, que tal reservar um tempo para fazer as comemorações dos aniversariantes pelo menos mensal ou trimestral?  Garanto  que eles se sentirão acolhidos e valorizados.

Já que minha turma é pequena, eu sempre levo um bolo ou outro alimento para partilhar quando tem algum aniversariante. No encontro sobre a Eucaristia, levamos pão e cantamos parabéns. Agora em junho, época das festas juninas, teve pipoca e paçoca. E levei o chapéu de festa junina para enfeitar a mesa. Na hora dos parabéns, entreguei o chapéu para o catequizando usar! Vi os olhinhos de surpresa dele quando lhe mostrei o chapéu e o riso de "não acredito que vou usar este chapéu de festa junina!" Quem disse que não podemos brincar um pouco e despertar esta criança que existe em nós? É bom surpreender os catequizandos, fazê-los rir, mostrar um Deus amoroso e acessível, uma catequese alegre, lúdica e inspirada no Espírito Santo. Nestes 4 meses de adaptação à realidade dos adultos, fui entendendo que o há lugar do lúdico sim na catequese com adultos. E é um desafio.   Não podemos nos tornar tão sérios a ponto de não brincarmos mais. 

Acredito que o primeiro passo para acolher bem é arrumar o ambiente, tornar agradável, bonito, acolhedor. É fundamental arrumar um altar: vela, cruz. imagem de nossa Senhora. O altar pode ser colocado no chão. A cada encontro na Escola Catequética me encanto mais com o altar que os formadores montam no chão.  Por quê no chão?  Lembra nossa caminhada na Igreja, não é verdade? Um altar simples, a sala arrumada, organizada e limpa. Tudo isso parece bobagem, mas irá influenciar muito para que os catequizandos se sentiam acolhidos. Saber que  o catequista preparou a sala para recebê-los, que teve o cuidado de pensar em cada detalhe para que, até por meio do ambiente, o amor de Deus possa ressoar. Assim, com o ambiente acolhedor, estamos prontos para recebê-los com carinho e alegria! 

Vamos então agora nos levantar e começar a oração!
Bom encontro. Deus ama você.

Por Cris Menezes
Catequista
Brasília-DF







14 junho, 2016

Dinâmica para catequese: fazendo arte com xilogravura








O encontro a seguir foi desenvolvido com a orientação da formadora Sandra na Escola Catequética de Brasília como uma oficina para aprendermos a dinamizar os encontros de catequese no método de interação fé e vida.

Começamos o encontro com a leitura com a linha da vida: olhamos para um círculo com imagens desde a gravidez até a velhice, contemplando os mais importantes fases da vida. Cada um pode dizer a imagem que chamou mais atenção e porquê. Este é o "ver": quando o catequizando ( catequista) irá trazer a vida para o encontro.





Iluminar: Leitura bíblica de Eclesiastes 3. 


Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;

Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;

Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;

Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;

Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;

Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;

Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.



-Pedir para  cada um escolher um versículo e pensar em qual "tempo" que ele(a) está hoje. 

-Música: Quando chegou a palavra, Padre Zezinho

A palavra do Senhor quando chegou desinstalou meu coração.
Ao chegar desafiou-me a exigir uma resposta de sim ou não.
É fácil dizer sim. É fácil dizer não.
Mas dói depois do sim. E dói depois do não.
A palavra do Senhor depois que ela passou nada mais será do jeito que já foi.


Atividade: Xilogravura
A formadora pediu que desenhássemos o momento que dizemos sim para Deus (a partir da reflexão bíblica.)Xilografia ou xilogravura é uma técnica de gravura muito usada na literatura de cordel. É utilizado um molde feito de madeira para fazer o desenho. Depois, com o pincel, a tinta é passada no molde. O molde é impresso numa folha ou pano formando os lindos desenhos. 
Na catequese podemos fazer xilografia com EVA ou um prato de isopor.
Vamos precisar de:
Folhas de EVA
Folhas A4
Tinta azul
Rolo para pintar (de preferência pincel de espuma)
Foi uma experiência incrível desenvolvermos esta pintura com o grupo de catequistas: pintamos, nos sujamos de tinta... Como citou nossa formadora: "Tudo o que se trabalha com as mais chega ao coração".
Para crianças, a formadora  sugeriu que a Xilografia pode ser usada depois de se contar uma história. Pedir para que os catequizandos desenhem a parte da história que mais gostou. Depois o catequista junta todos os desenhos, cola num cartaz montando na ordem da história ou pode colar e fazer um livro. 

Obrigada.
Deus ama você.
Cris Menezes

Catequizando Feliz

12 junho, 2016

O amor romântico e os sonhos de uma mulher





O amor romântico e os sonhos de uma mulher
Por Cris Menezes


"São tantos os sonhos que povoam o coração de uma mulher", diz a cantora Ziza Fernandes. Fico pensando nos meus milhares de sonhos, todos eu já coloquei no coração de Deus. Eu cresci numa época que os contos de fadas eram as histórias que se contavam para as meninas. Eu cresci acreditando em Príncipe Encantado e no amor romântico que iria enfim me fazer feliz para sempre. Deus precisou me curar muito para que eu  reaprendesse a sonhar depois de ter desconstruído, por meio de muitas leituras, a história do amor romântico.

Antigamente, as pessoas não se casavam por amor. O amor romântico, dentro do casamento, é muito recente na história da nossa sociedade, as pessoas casavam por interesse, para procriar, criar uma descendência. O papel da mulher nessa sociedade antiga era apenas de ter filhos que eram criados pelas amas de leite. Mulheres não podiam nem sonhar naquela época.  Lembra das histórias de casamentos arranjados, dos dotes? Hoje, na sociedade ocidental pelo menos, nenhuma mulher é obrigada a se casar, não é verdade? Pode escolher seu parceiro de uma vida, é livre para poder amar. Mas ainda não conquistamos a liberdade verdadeira. Estamos ainda presas em idealizações, em amores doentios, paixões que nos tiram do rumo. Muitas mulheres são roubadas na sua subjetividade, deixam de ser quem são, para manter um namoro, para não perder, para não ficarem sozinhas.

O amor romântico é uma construção social. É preciso diferenciar "amor" de "amor romântico". São duas realidades distintas. Amor é decisão, amor romântico é idealização. A busca deste homem ideal, perfeito e que vai nos completar pode gerar muito sofrimento e frustração.  Precisamos reaprender a olhar para o amor com menos idealizações e aceitar que ninguém é perfeito.  É preciso ter paciência para construir um relacionamento a dois.  É preciso ter diálogo, ser verdadeiro ao falar, ser compreensivo. Acredito que o maior vilão dos relacionamentos é a tal da expectativa. Quando o outro não age como nós queremos que agisse, nos enchemos de frustração. Percebe que é bem mais fácil nos decepcionarmos quando criamos expectativas? Daí é um pulo para acharmos que o outro não nos ama mais.

Hoje, neste dia dos namorados, eu queria falar em especial para você, mulher: Ame a si mesma antes de amar alguém, cuide para que o outro não te roube de si mesma nem da sua família nem dos seus amigos. Não se contente com migalhas de amor. Para as mulheres bem sucedidas no trabalho e que não casaram mas que tem o sonho de casar: algumas pessoas podem tentar te conformar dizendo que ninguém pode ter tudo na vida, como se você não precisasse ser feliz no amor porque já está feliz no trabalho, por exemplo. Deus não faz barganhas com nossos sonhos. Quando nos promete uma família, não está querendo pegar algo em troca para conceder a família.  Toda mulher merece ser amada. Esquece aquele ditado "Sorte no jogo, azar no amor." 

Um sou uma mulher que sonha, que chora, que sorri, mas principalmente eu sou uma mulher que sonha, Hoje eu aprendi a sonhar com a bíblia nas mãos Já me arrisquei muito sonhando. Hoje eu aprendi, com o testemunho da Ziza Fernandes, a sonhar com Deus, ela diz que "É seguro sonhar com Deus." Foi numa pregação da Ziza sobre os sonhos de uma mulher que aprendi em Habacuc 2  a escrever meus sonhos de mulher. Fico pensando... eu que já gosto tanto de escrever, como será escrever meus sonhos? Fico pensando aqui o quanto é importante escrever sobre nossos sonhos, sabe por quê?  Para não os perdê-los de vista, para não esquecer que Deus não esquece dos nossos sonhos. Há uma passagem bíblica que diz assim: Deus recolhe as nossas lágrimas e guarda. Eu vou além, por minha conta: Deus vê os nossos sonhos de mulher, de amor, de sermos amadas, de casarmos, de termos filhos, de termos uma profissão, um emprego, de fazermos uma faculdade...ele guarda tudo em seu coração. E estando no coração de Deus, está em bom lugar. Espera.


Obrigada. Deus ama você.
Blog Catequizando feliz


Referências 

Quando escrevemos, ativamos nossa biblioteca interior, os livros que lemos, os vídeos que assistimos, as músicas que ouvimos. Eis meu repertório que me inspirou a escrever este texto.



Vídeos

O vídeo da Ziza Fernandes "Os sonhos e planos de Deus para uma mulher" me fez pensar e chorar e sonhar.
Música Tempo de Vitória, DVD Segredos- Ziza Fernandes

Livros
Quem me roubou de mim? Padre Fábio de Melo
Amor- Regina Navarro Lins
Não basta amar para ser feliz no casamento, Padre João


Bíblia
Registra, tu mesmo, o meu lamento;
recolhe as minhas lágrimas em teu odre;
acaso não estão anotadas em teu livro? 
Salmos 56:8


2  Entäo o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visäo e torna bem legível sobre tábuas, para que a possa ler quem passa correndo.
3  Porque a visäo é ainda para o tempo determinado, mas se apressa para o fim, e näo enganará; se tardar, espera-o, porque certamente virá, näo tardará.
Habacuc 2


10 junho, 2016

Formação para catequistas: Catequista tem diploma?


Catequista tem diploma?
Por Cris Menezes

Sou catequista há 13 anos e me sinto ainda em processo de feitura. E sabe de uma coisa? Ser catequista não é um "cargo" que adquirimos ao fazer um curso, não há diplomas. Há apenas um certificado,um certificado diferente...

Catequista não está pronto quando termina um curso de formação. A formação acontece a cada encontro de catequese, é uma caminhada. Depois que termina o "curso", começa outra etapa: a formação dos sentidos do catequista, dos propósitos  firmes no caminho de Deus, o treino  da esperança e perseverança, da compaixão e flexibilidade, da humildade e simplicidade.

Há muitas pessoas com boa vontade que têm "curso de catequista" mas não sabem "fazer catequese" ou não possuem formação e por isso repetem o método puramente doutrinário, rígido, sistemático que aprenderam quando foram catequizados. É preciso saber fazer catequese, ter conhecimento, fé e testemunho de vida. É preciso "aprender a aprender", e comprometer-se com sua própria formação.
Só depois dessa longa preparação é que vem o certificado. E sabe como é entregue este certificado? Está impresso no sorriso, um sorriso que anuncia Jesus; nas mãos postas em oração por aqueles que catequiza, nos braços que acolhem, mais que isso, que abraçam a Igreja inteira; Ah, e tem os olhos, olhos de compaixão igual os de Jesus quando perdoava os pecadores.



Um catequista é feito de palavras, não suas, mas de Deus. É com as palavras que ele anuncia e denuncia. Ah, é feito ainda de sinais, precisamente 7:  das gotas da água do batismo, das Primeiras Eucaristias, dos dons do Espírito Santo. É feito ainda com algumas medidas exatas, 70 vezes 7 de puro amor. É feito do silêncio de Maria, da fé  de Pedro,  da lágrima de Jesus. E é feito de adventos (esperas), de natais (nascimentos) e de páscoas (renascimentos). O ano litúrgico todo cabe nos pés do catequista caminhante.

 O coração do mundo bate no nosso peito missionário: "Ide e fazei discípulos entre todas as nações."

É você já concluiu o curso de catequista? Já pegou o certificado?

  Deus ama você. Obrigada




Referências bíblicas
Lázaro: Jo 11, 1-57
"E disse: Onde o pusestes? Disseram-lhe: Senhor, vem, e vê.
Jesus chorou.Disseram, pois, os judeus: Vede como o amava"
Pedro: Mt, 16, 18  Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja “
Maria: Lc 1, 26-33 "Eis aqui a tua serva. Faça-se em segundo a tua palavra."

*Texto e fotografia: Cris Menezes

07 junho, 2016

Dinâmica para encontro de catequese Linha da Vida


Nossa catequese segue o método de interação fé e vida (ver-julgar-agir-celebrar-rever). No planejamento, precisamos pensar a vida, será o nosso ponto de partida.  Neste post irei trabalhar o passo "ver": "é preciso olhar a realidade em todas as suas dimensões: social, econômica, política, cultural, religiosa, etc".  O encontro de catequese precisa  fazer sentido na vida do catequizando, independente se ele(a) é criança ou adulto. Olhar a vida para olhar a fé (O caminho inverso também é verdadeiro: olhar a fé para olhar  a vida). 


Montando a linha da Vida - Eu peguei esta sugestão no meu encontro de formação para catequistas (Escola Catequética)  e serviu certinho para ser o "ver" do método ver-julgar-agir-celebrar-rever. O tema foi Ano Litúrgico, mas serve para outros temas também e, de acordo com o tema, a "linha da vida" pode ser o "celebrar" do encontro. Esta dinâmica pode ser aplicada em qualquer etapa, com as devidas adaptações. Minha turma atual é de crisma com adultos.

Montamos o altar no chão e distribuímos fotos desde o começo da vida até a velhice. Inclua: fotos de grávida, bebê, família, a criança na escola, a primeira Eucaristia, grupo de adolescentes, casamento, pessoas trabalhando, idosos etc... Enfim, procure contemplar as fases mais importantes da vida. 





É interessante que a última foto seja assim:


Foto: Google



Eu chamaria esta dinâmica de "Ciclo da Vida". As duas mãos-  do idoso e da criança- representam a continuidade da vida! O fim e o início. A mão da criança leva ao início do ciclo. Conseguem perceber a beleza de montar este painel com as fases da vida? É bom para refletirmos sobre a brevidade da vida, da importância de cultivar os afetos, de  viver uma vida em Deus, de ser feliz.

Pedimos que os catequizando olhassem as fotos e pegassem aquelas que mais se identificaram. Fizemos nossa oração colocando os nossos sonhos no coração de Deus. A partir das fotos da linha da vida, foi fácil desenvolver  o tema sobre o Ano Litúrgico. A Igreja revive a história do nascimento, paixão, a vida pública  e morte de Jesus durante o ano inteiro. Olhando  as fotos podemos entender que é o mesmo ciclo que celebramos no Ano Litúrgico.  O Ano Litúrgico inicia com o advento, o tempo de espera,  da gestação. Estamos aguardando o Natal, o nascimento de Jesus. Explicamos cada tempo e suas cores. Encerramos passando a cruz para todos , porque Jesus- A eucaristia- é o centro do ano litúrgico e da nossa vida. Podemos usar também, no lugar da cruz, a vela.

A leitura do encontro foi João 1, 1-13. 


Obrigada! Deus abençoe você.
Cris Menezes


05 junho, 2016

Bandeirinhas recicladas para festa junina







Junho chegou e trouxe as festas juninas! É tempo de comidas típicas, arrumar as barraquinhas nas Igrejas e dançar quadrilha! E que tal fazermos bandeirinhas com papel reciclado para enfeitar nossa festa e para enfeitar nossa sala de catequese nesta época?

Não estou inventando a roda. Na internet está cheia de bandeirinhas de jornal e revista! Foi pesquisando no google que me inspirei para fazer minhas próprias bandeirinhas recicladas e economizar.  No Pinterest há muitas inspirações. Então? Mãos à obra!


Você vai precisar de:

Revistas antigas
Barbante
Cola branca
Botões de roupa
Folhas de papel ofício rosa ou vermelho


Eu utilizei a revista Vida Simples. Ela tem um visual simples e bonito, com muitas imagens. O papel desta revista também é diferente. Não é aquele papel fino e brilhoso das revistas comuns. É um papel fosco e mais grosso. Recortei as imagens e as reportagens mais significativas! 

Recortar as bandeiras é muito fácil. Depois é só colar no barbante e pronto! 





Para dar um toque mais sofisticado, colei  botões de roupa nas bandeirinhas! (Peguei da caixinha da minha mãe). Pode desenhar uns corações no papel ofício colorido e  colar em algumas bandeirinhas! 







Gostaram?
Obrigada! Deus ama vocês! 

Cris Menezes

03 junho, 2016

Perfil do catequista: O que é preciso para ser catequista?

                                                                                                                     



O que é preciso para ser catequista? 
Por Cris Menezes

Este texto eu escrevi para os catequistas novatos e para os antigos como eu.
                                                                                                                    

Bom, para ser catequista tem que ter  fé em Cristo ressuscitado. Tem que ser crismado, não é verdade? Mas isso não é suficiente.  É necessário ter boa vontade. Não. Mais que isso.  Para ser catequista, você deve ter um bom coração, muita determinação, ser crítico, ter a mente aberta, ser predisposto à alegria. (Não estou falando que catequista não pode ficar triste.  As tristezas vão sempre existir, faz parte da vida. Enfrente-as com coragem.) O catequista é portador da boa nova. E é com alegria que precisa anunciar: Cristo vive! 

Catequista precisa ser gentil, flexível, acolhedor. Mas há de ter firmeza. Catequista é um especialista em amar, é emoção, mas é razão também.  É preciso ter ideias, opiniões, ser crítico e se posicionar do lado dos mais fracos e dos injustiçados. Não vale fingir que não é com você. Se é com o próximo que não tem condições de se defender ou está sofrendo  injustiça ou violência, é com você também.  

Para ser catequista, você precisa  ter empatia, se colocar no lugar dos outros, falar com calma e ouvir com atenção. Ma há que  corrigir quando for preciso, há que ensinar o outro quando ele desandar,  há que não desistir das pessoas. Catequista precisa  preocupar-se com sua formação contínua: ler e estudar a bíblia, rezar o catecismo, entender de pedagogia catequética, do método ver-julgar-agir-celebrar-rever, do RICA, dos documentos da Igreja. Mas há também que saber de cor as lições da paciência, da amizade, da fé, da perseverança.

 É desejável não ter medo de inovar, de mudar.  Há que ter disposição para caminhar, não só de casa para Igreja e da Igreja para casa; a caminhada é mais longa, tem flores pelo caminho? Sim. Tem espinho? Também. E pedras? Muitas... Mas a boa notícia de hoje é que você não estará sozinho. Tem uma comunidade toda com você, muitos catequizandos, seu pároco, a coordenação da catequese, ah, e você terá um outro catequista para te acompanhar na sala de catequese. Eu também estou aqui para te oferecer meu abraço virtual e minhas mãos em oração por sua catequese. Vamos juntos? 
                       
Cris Menezes 
Catequista e coordenadora
Brasília-DF

01 junho, 2016

Dinâmica de oração na catequese: Correio de Maria-Pela Paz


O primeiro Correio de Maria de 2016! 





O Correio de Maria é um projeto de oração e intercessão que inventei para a catequese de Primeira Eucaristia em 2011! É bom para aplicarmos na etapa celebrar do método ver-julgar-agir-celebrar-rever.

Depois de desenvolver o tema sobre oração ou Nossa Senhora, convidamos os catequizandos a escreverem uma oração que pode ser lida em voz alta, exposta num mural, guardada numa caixa especial e pode ainda ser depositada na caixinha de orações da Igreja.

A oração do Correio de Maria é  para ensiná-los da poderosa intercessão de Nossa Senhora. É também uma oração comunitária porque podemos convidá-los a rezar uns pelos outros. Como? Cada um pode ler a oração do outro. Por isso, é importante que eles sejam avisados que a oração será lida em voz alta. Assim, estamos rezando em comunidade,

Jesus uma vez curou o servo de um Centurião pela fé e  oração do Centurião (Lc 7,1-10). 

Esta passagem bíblica nos ensina que devemos rezar em comunidade, rezar uns pelos outros. A oração nos aproxima de Deus e do outro.






O Correio de Maria é uma linda maneira de cultivarmos o amor por Nossa Senhora, nossa mãezinha!

Obrigada.
Deus ama você!

Catequista Cris Menezes