09 agosto, 2013

Avaliação na catequese- Eis a questão!



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Quando entrei na catequese, um das primeiras coisas que quis abolir foi a prova! Comecei a me questionar  se esta prática era realmente necessária.  Há outras formas de avaliação que não passe pela chata prova. Fale esta palavra para os catequizandos que garanto a vocês que eles vão querer sair correndo da sala da catequese. Em decisão com o grupo de catequistas, substituímos provas por dinâmicas de revisão. O encontro de revisão fica divertido com brincadeiras.

Até aí tudo bem. Até que uma mãe me procurou para falar que a menina não estava aprendendo nada e que achava um absurdo ela ainda não saber rezar a Ave-Maria! Detalhe: a mãe era evangélica, mas a filha queria participar da catequese. Fiquei chateada com isso, porque ela questionou minha catequese.  Sempre preparo meus encontros para que as crianças aprendam sobre Deus e a Igreja, de forma lúdica sim, mas sem desprezar o conteúdo, o catecismo. Na época, lembro que fiz o Correio de Maria e pedi que escrevessem num pedaço de papel: o que eu aprendi na catequese? (Veja este encontro aqui)

Toda a minha chateação foi por água abaixo com as respostas mais criativas e fofas. Aquela catequizanda que não sabia responder para a mãe, escreveu no papel sobre o que  aprendeu.  Mesmo com uma resposta positiva dos catequizandos, resolvi rever minha metodologia este ano. E investi numa avaliação. Na verdade, a avaliação é fundamental. O catequista (ou a equipe) tem a liberdade de escolher como irá avaliar seus catequizandos e os encontros. Mas esta fase não pode ser ignorada. Avaliação não quer dizer prova. E catequese não quer dizer escola. Mas não é só  fazer a oração inicial e logo em seguida despejar dinâmicas e brincadeiras sem fundamentação nenhuma. E também não podemos transformar a catequese numa aula, com quadro-negro, exercício e prova no final. Deus-me-livre-e-guarde!

Em junho, avaliei a catequese da seguinte forma: primeiro, bolei um jogo para revisão do conteúdo Curti, não curtir ou compartilhar?.  Os catequizandos gostaram muito e percebi logo de cara que preciso organizar mais jogos assim em grupo, porque eles participam bem e interagem.  

Que fiquemos atentos para que a catequese não passe em branco. Porque catequese é educação da fé, é uma fase fundamental na vida do cristão. Eles podem nunca mais voltar para a Igreja depois da celebração de 1°Eucaristia ou podem voltar para serem coroinhas, coordenadores de pastorais, catequistas, padres... E nós, catequistas, temos nossa fatia de responsabilidade por isso. Que o Espírito Santo nos dê sabedoria!