Formação para o catequista: A Festa da Páscoa



 "Com meus olhos posso contemplar, devolveste a vida ao meu ser. Como amigo, tu vens me chamar, nem a morte pode te vencer!" (Ziza Fernandes)



Como chegaram os discípulos à fé na ressurreição de Jesus?

Os discípulos, que antes tinham perdido a esperança, chegaram à fé na ressurreição de Jesus porque, de diferentes formas, O viram após a Sua morte e falaram com Ele. Tiveram, portanto, a experiência de que Ele estava vivo.

Os acontecimentos pascais que tiveram lugar em Jerusalém por volta do ano 30 não são uma história inventada. Impressionados pela morte de Jesus e pela derrota da sua causa comum (Nós esperávamos que fosse Ele quem havia de libertar Israel. Lc 24, 21 ),os discípulos fugiram ou barricaram-se atrás de portas trancadas. Só o encontro com Cristo ressuscitado os libertou do seu entorpecimento e os encheu com o Espírito e com a fé de que Jesus Cristo é o senhor da vida e da morte.

Existem provas da ressurreição de Jesus?

Em sentido científico-natural, não há provas da ressurreição de Jesus. Há, porém, testemunhos individuais e coletivos muito fortes de um grande número de pessoas que presenciaram os acontecimentos em Jerusalém.

O mais antigo testemunho escrito da ressurreição é uma carta que São Paulo escreveu aos Coríntios cerca de vinte anos após a morte de Jesus: "Transmiti-vos em primeiro lugar o que eu mesmo recebi: Cristo morreu  pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois aos Doze.  Em seguida apareceu amais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maior parte ainda vive, enquanto alguns já faleceram" (1Cor, 15, 3-6). São Paulo refere aqui uma Tradição viva que ele encontrou na comunidade primitiva quando ele próprio se tornou cristão, dois ou três anos depois da morte e ressurreição de Jesus, devido ao seu próprio encontro transformador com o Senhor Ressuscitado. Os discípulos  compreenderam o fato do túmulo vazio (Lc 24, 3-6) como a primeira indicação real da ressurreição. Foram precisamente umas mulheres, cujo testemunho era inválido para o Direito de então, que o descobriram. Embora se diga que já o apóstolo São João no túmulo vazio , viu e acreditou (JO 20,8), a certeza de que Jesus vivia só se consolidou mediante uma série de aparições. Os múltiplos contatos com o Ressuscitado terminaram com a ascensão de Jesus ao Céu. Contudo, os encontros com o Senhor demonstra que Jesus Cristo ainda vive.

Retirado do livro Youcat (Pág. 68-70)

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A origem da Páscoa na história do povo de Jesus

  • Os judeus celebravam a libertação do povo da escravidão no Egito.
  • Para celebrar, reuniram a família em uma refeição especial que lembrava a Última Ceia que o seu povo fez no Egito.
  • A ceia, no Egito, foi orientada por Moisés  matar o cordeiro, marcar as casas com seu sangue, comer o cordeiro assado, pães sem fermento (ázimos), ensopado de ervas amargas para molhar  o pão, vinho de uvas.
  • Jesus celebrava a festa da Páscoa com sua família e os judeus de toda a Palestina, que faziam caravanas para Jerusalém, onde estava o templo de Salomão, sinal da presença de Deus com o povo.

Retirado do livro  Venham cear comigo (Autora: Lydia das Dores Defilippo)

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Símbolos da Páscoa

Ovo: Simboliza o nascimento, vida nova, aplicado à Ressurreição de Cristo. O ovo representa também o final de um ciclo, a Quaresma, e o começo de uma vida nova, a Páscoa.

Coelhos: Surgiram como símbolos da Páscoa na época dos egípcios e representavam a fecundidade e a reprodução constante da vida. Símbolo da rápida e múltipla fecundidade da própria Igreja.

A cruz- traz a mística de todo o significado da Páscoa, da Ressurreição e também do calvário de Jesus Cristo. Desde o ano 325 d.C, é considerada como símbolo oficial do cristianismo.

Água- na celebração do Sábado de Aleluia, véspera do Domingo de Páscoa, é feita a bênção da água que será utilizada nos batismos durante o ano. Cristo é a verdadeira água, fonte de vida. 

Cordeiro- é o símbolo mais antigo da Páscoa e representa a aliança feita entre Deus e o povo judeu na Páscoa da antiga lei. No Antigo Testamento, a Páscoa era celebrada com o sacrifício de um cordeiro e pães sem fermento. Para os cristãos, o cordeiro é o próprio Jesus, Cordeiro de Deus do Novo Testamento, sacrificado em prol da salvação de toda a humanidade, que é seu rebanho.

O pão e o vinho- eram, na Antiguidade, a comida e  a bebida mais comuns. Jesus Cristo se serviu desses alimentos para simbolizar sua presença constante ao instituir a Eucaristia. Atualizam o corpo e o sangue de Jesus, que são a Vida Eterna.

O Círio Pascal-  é aquela grande vela decorada que tem a cruz como desenho central. Simboliza a luz dos povos em Cristo. As palavras alfa e ômega nela gravadas querem dizer: Deus é o princípio e o fim de tudo.

Os sinos- cantam a alegria da Ressurreição expressa nos cânticos de Aleluia. Tocando festivamente, anunciam novos tempos, alma nova nas criaturas.

Retirado do livro Sementes de vida (Editora Ave Maria)

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